O que me leva ao estupor é que sempre quando pergunta-se a principal qualidade do pretendente a namorado, a resposta normalmente é: "ele é baladeiro!" É impossível não fazer cara de nojo diante disso. Primeiro lugar vem a minha natural aversão a expressão "balada" (que, por sinal, recorda-me o Antonio Banderas fazendo uma chacina). Céus, eu não possuo a principal qualidade dos jovens brasileiros, subestimo e desprezo totalmente a tal de "balada" (ainda bem que sou nerd e anti social).
Tem aqueles que ainda falam da tal de "dança", porém, convenhamos, o negócio ali é trocar cuspe. No entanto, dificilmente poderia-se usufruir de maneira satisfatória de uma mulher numa "balada". As principais utilidades femininas (além de lavar a roupa e cozinhar, é claro) é a conversação e o sexo. Eu não creio que existam grandes chances de fazer uma dessas coisas numa "balada". Não dá pra conversar com aquele barulho, com pessoas estranhas além do mais. E nem pra trepar com uma desconhecida que surge numa balada meia bebada e vestida de maneira estranha e sensual. Eu não me sentiria bem, ao menos.
Eis aí a função social da "balada": inflar o Ego dos seus participantes. Qualquer mané consegue "agarrar" uma meia dúzia numa noite, fazendo com que ele consiga vangloriar-se com tal feito (no entanto, eles acabam ficando sozinhos no final da noite... se soubessem o quanto é bom possuir o corpo e a alma de uma mulher, fazendo ela derreter-se ao balança de uma simples lembrança). As garotas, por sua vez, mesmo que sejam do tipo totalmente invisível e transparente na vida real, numa "balada" tornam-se musas disputadas a tapa por um bando de bêbados na seca.
Eu ainda prefiro festinhas onde amigos encontram-se para beber, conversar, dançar, assistir algum show talvez. No entanto, o termo "balada" geralmente acaba designando a procura de alguém do sexo oposto para uma eventual troca de cuspe. Defendo a comunicação e o sexo contra a plastificação dos relacionamentos (as mentes e os corpos precisam relacionar-se, conhecer, sentir, estremecer).
Em busca da intimidade perdida...



